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A insegurança nossa de cada dia. Artigo. Por Renato Bessa.

A insegurança nossa de cada dia.                   Artigo. Por Renato Bessa.

 

O Governo Federal não dá a devida importancia, a maioria dos governos estaduais e do Distrito Federal, estes fingem não saber e alguns secretários eximem-se em entender que a insegurança pública é questão política primordialmente.
 
Insegurança que amedronta, lesa, fere e mata o cidadão em larga escala na atualidade brasileira pode ter causas sociais, econômicas, tecnológicas e de natureza humana, mas o vetor determinante da situação de calamidade presentemente vivenciada no país é político. Alguem duvida disso?
Os governos fogem dessa responsabilidade (há exceções, claro), chegando a atribuir o descalabro aos comandantes de polícias militares, como o fez em certa ocasião  o do DF, ou atribuir o aumento das ações de criminosos ao crescimento da população e da riqueza. Além de pensar que somos tolos, têm medo de exercer a autoridade e falta competência para isso.
 
Não há política nacional de segurança pública consistente, que englobe todos os fatores de insegurança, senão arremedos de inciativas como a do desarmamento civil, mal intencionado, por certo, que só não desarma os bandidos.
 
Segurança pública se faz a partir de visão adequada da ampla natureza da questão, com planejamentos estratégicos que deem origem à políticas públicas setoriais eficazes, como de prevenção e repressão ao uso de drogas, fator maior dos homicídios acontecidos no país.
 
Segurança Pública se promove com ações de comando, controle, coordenação e organização policiais e de suporte adequadas. Isso reporta à liderança necessária aos chefes e comandantes de profissionais especiais, aqueles que guardam a vida e os bens de terceiros com sacrifício dos próprios vida e bens, que são os policiais.
 
Mas, como empreender isso quando secretários de segurança e até comandantes de PM e BM e delegados gerais (podendo chegar até aos escalões táticos e operacionais) são nomeados por critérios político - partidários (nem sempre confessáveis) obedecendo à cotas de agremiações ou indicações de lideranças que não merecem ser chamadas por esse indicativo. Pior que às vezes os cargos são negociados, isso mesmo, comprados, com recursos de procedência mais que suspeita claro. Alguns bons delegados e comandantes têm suas carreiras exterminadas ao emprestar suas reputações a políticos com políticas (redundância proposital) de visão míope, distorcida ideologicamente ou mesmo corruptas, como não é difícil de exemplificar.
 
A insegurança pública deve ser enfrentada com recursos de toda ordem bem alocados e competentemente aplicados, diga-se sem medo de errar. O que se vê, entretanto, são verbas gastas por órgãos policiais em atividades que não lhe são próprias, em viaturas coloridas que mais enfeitam que servem ao propósito. Efetivos são distribuídos em áreas de 'currais eleitorais' ou de interesse marginal, em detrimento de áreas com maiores índices de criminalidade.
 
Políticas de segurança pública devem conter métodos e processos de Inteligência, de trato com a coisa pública, de relacionamento policial-cidadão, de remuneração, respeito, reconhecimento e assistência ao policial e suas famílias .
 
A contrapartida desses e de suas associações, às vezes mais um complicador que uma solução, deve ser seriedade no cumprimento do dever de proteger e servir e na cordialidade em tratar o cidadão ao lado da firmeza no enfrentamento ao criminoso.
 
Nós do Amazonas não suportamos mais viver nesse clima de permanente insegurança, vendo companheiros de grande valor sendo exterminados por monstros vis. As Delegacias, principalmente no interior superlotadas sem que nenhuma providencia seja tomada para ajudar no trabalho de nossos policiais e diminuir o risco e sensação de medo por que muitos passam junto com seus familiares. Não podemos ficar inertes diante da realidade da insegurança nossa de cada dia. Nós somos responsáveis pela segurança pública, e quem é responsável pela nossa sefgurança?
 
Não é por acaso que o país assusta pela quantidade de crimes e de ações violentas.
 
O que aí está é o resultado do descaso, incompetência, desfaçatez, falta de lideranças e desprezo pela cidadania, embora se apregoe o contrário. Um País em que bandido vira estrela de programas de TV e filmes nacionais, onde quem canta a morte para os trabalhadores da Segurança Pública vira ídolo da juventude, onde uma partida de futebol vale mais que muitas vidas, só temos a pedir a Deus que nos livre do Mal, Amém.
 
E o Brasil corre o risco de ter mais do mesmo.

 

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