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Após insistentes negativas do Governo Polícia Civil decide por greve

Após insistentes negativas do Governo Polícia Civil decide por greve

 O SINPOL-AM há muito tempo vem se portando de forma republicana frente ao Governo do Estado. Sempre respeitando e buscando negociar de forma pacífica as demandas da categoria.

 

Há mais de cinco anos que o Governo não realiza justas promoções, não reajusta o valor do agora negado ticket alimentação, não realiza concurso para reposição das baixas nos quadros da Policia Civil e há dois anos não paga a reposição das perdas inflacionárias e agora o Governo ataca com o anuncio de não pagamento da terceira parcela do escalonamento da categoria.

 

Não leva em consideração o Governo, que as delegacias ainda funcionam, mesmo que em condições precárias para atendimento ao público, pela boa vontade dos Policiais que retiram de seus próprios recursos para garantir alimentação, transporte, manutenção de viaturas e até a limpeza e conservação dos prédios.

 

Chega-se então ao ponto em que a paciência acaba e a categoria dá um sonoro grito de BASTA!

 

Foi o que se viu de forma unanime durante a reunião ocorrida na noite de ontem na sede do SINPOL-AM, que contou em média com 500 Policiais e teve a participação do SINDEPOL e ADEPOL que estiveram engrossando o coro em favor das reivindicações da categoria.

 

Escrivães, Investigadores e Delegados se pronunciaram e os discursos apontavam para um só caminho para tentar solucionar os problemas existentes; a greve.

 

O Presidente em exercício do SINPOL-AM, Odirlei Araújo abriu os trabalhos, fez as considerações iniciais e passou a palavra ao Delegado Costa e Silva, Presidente do SINDEPOL, que comentou sobre a reunião ocorrida com o Governador na tarde de ontem (05) e apresentou à categoria a proposta de por em prática a cartilha cumpra-se a lei, o que seria de acordo com o Investigador James Figueiredo, uma greve branca. Jaime Lopes, Diretor Jurídico do SINPOL-AM também se pronunciou sobre o encontro com o Governador e se posicionou favorável a paralização das atividades. Odirlei Araújo apresentou à categoria a proposta do Governador que pagaria o valor do escalonamento no mês de abril e esta rejeitou por unanimidade.

 

Após a exposição da mesa, alguns dos presentes se pronunciaram e as propostas de redução nos atendimentos e a aplicação da lei de serviços  e a proposta de greve foram apresentas à categoria que votou por unanimidade na proposta de greve, fincando então decidido que o SINPOL-AM deverá publicar o Edital de Convocação para Assembleia Geral Extraordinária com pauta única que deverá decidir em definitivo sobre a greve da categoria. Além da medida, os policiais civis também decidiram que, nesta sexta-feira (6), a partir das 9h, o 1º, 2º e 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP), terão as atividades totalmente paralisadas. A partir dos próximos dias, outros três DIPs em sequência também devem paralisar, até a decisão na Assembleia Geral.

 

Com a situação que a cidade vive, com a recente fuga de detentos de cadeias, Odirlei lamenta a possível greve com este cenário. "Uma decisão desta é extremamente difícil. Nós também temos os nossos familiares que fazem parte da população. A marginalidade na cidade em alta e nós tendo que tomar uma decisão dessas é complicado para nós", disse.

 

O Delegado Costa e Silva, Presidente  do SINDEPOL-AM, lamentou a indenização que o Governo pretende  pagar para as famílias dos 60 detentos mortos durante a rebelião em dois presídios da cidade, com o cenário que a categoria vive. "Nós achamos isso uma total falta de respeito. Com todo o respeito que temos às famílias, eles não merecem um tratamento diferenciado do restante da sociedade. O governador já iniciou por conta própria o processo de indenização para eles e quando a polícia vai exigir algo que é de seu direito, precisa ser submetido a processos burocráticos", afirmou.

 

Por todo o dia de hoje o SINPOL-AM, SINDEPOL e ADEPOL, com apoio a categoria, estarão percorrendo diversas delegacias e orientando os colegas com relação ao trabalho e como devem proceder a partir de agora, ou seja, somente fazer o que a lei obriga.

 

 

 

 

 

 

Administração: Unidos Para Avançar

Presidente: Moacir Maia

Assessor de Comunicação: Jornalista Silvio Rodrigues. MTE-AM 416

 

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