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Assembleia Geral do SINPOL-AM decide por greve geral na Policia Civil do Amazonas

Assembleia Geral do SINPOL-AM decide por greve geral na Policia Civil do Amazonas

 Cerca de 2 mil Policiais Civis, entre Delegados, Investigadores e Escrivães devem cruzar os braços a partir da próxima quarta-feira (25), durante uma greve geral da categoria, anunciada na noite desta quarta-feira (18), pela categoria.


Se confirmada, a greve vai afetar os serviços oferecidos à população nos Distritos Integrados de Polícia (DIP’s) e Delegacias Especializadas espalhadas em todas as zonas da capital. Apenas os procedimentos de prisões em flagrantes serão realizados.


O presidente do Sindicato dos Funcionários da Polícia Civil (SINPOL-AM), Moacir Maia, explicou que a medida energética foi tomada para chamar a atenção do governo que, para ele, aparenta estar “ignorando” os pleitos da categoria desde dezembro do ano passado. “As nossas reivindicações não estão sendo atendidas. A Lei do Escalonamento (reposição salarial anual) não foi paga em janeiro como era previsto e até agora o governador não apresentou nenhuma proposta para o pagamento ser realizado. Por isso, a categoria ficou irritada”, afirmou Maia.


A decisão unânime pela greve foi aprovada hoje à noite, na sede do Sinpol, em Petrópolis, na Zona Sul de Manaus, e contou com a participação de mais de 600 policiais. Eles afirmam que estão abertos a negociações com o Estado, mas enquanto o governador José Melo (Pros) não se posicionar, a greve será mantida.


O presidente do Sindicato dos Delegados (SINDEPOL), Delegado Rafael Costa e Silva, afirmou que todos os Delegados aderiram à greve. Segundo ele, uns pediram para preservar o nome, mas garantiram estar junto com a categoria.


A deflagração de greve a partir do dia 25 vai fazer com que os serviços prestados nas delegacias sejam reduzidos. Estarão suspensos os serviços de registro de boletins de ocorrência, requisição de perícias, Termos Circunstanciados de Ocorrências (TCO’s), bem como as investigações que estejam em curso. “Vamos receber apenas as situações de flagrantes. Vamos fazer a comunicação do estado de greve no tempo determinado, que é de 72 horas. O que queremos é que a lei seja cumprida”, destacou o sindicalista.


O poder público deixou de cumprir a lei e, pior, não chamou a categoria para conversar até agora. Ele está ignorando o movimento. Há uma expectativa de que amanhã ocorra uma conversa com o Governador José Melo, mas, enquanto não houver uma oficialização para regularização dos pagamentos da Lei do Escalonamento, os policiais civis não vão recuar do movimento paredista.


Além do reajuste, falta estrutura para os policiais trabalharem. Às vezes nem água tem nas delegacias e a situação fica cada vez mais complicada. As promoções também não acontecem há mais de cinco anos e tudo isso precisa ser revisto.


O Presidente Moacir Maia ressalta que o movimento grevista já vinha sendo articulado antes mesmo do incidente no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (COMPAJ) e das fugas em massa. “Não somos oportunistas, sabemos da crise na segurança, mas os nossos direitos devem ser cumpridos e desde o ano passado estamos nesse pleito”, ressaltou Moacir Maia.


Peritos também devem parar


Os peritos criminais do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), que também anunciaram estado de greve, vão realizar uma manifestação hoje, às 9h, em frente ao Instituto Médico Legal (IML), na Cidade Nova, na Zona Norte DE Manaus.


A categoria reivindica a inclusão imediata da classe dos Peritos Oficiais na Lei de Reestruturação Remuneratória da carreira da Polícia Civil e a aplicação do Decreto Governamental com implantação da Lei de Reestruturação do órgão pericial em todo o Estado.

 

 

 

 

 

 

Administração: Unidos para Avançar

Presidente: Moacir Maia

Assessor de Comunicação: Jornalista Silvio Rodrigues – MTE-AM 416 JP

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