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Até quando esperar? Artigo por Odirlei Araujo

Até quando esperar? Artigo por Odirlei Araujo

 ‘Com tanta riqueza por aí onde é que está, cadê sua fração?’

 

Manaus é a capital do Estado do Amazonas e o principal centro financeiro, corporativo e econômico da Região Norte do Brasil. É uma cidade histórica e portuária, localizada no centro da maior floresta tropical do mundo, no extremo norte do país, a 3.490 quilômetros da capital nacional, Brasília. Situa-se na confluência dos rios Negro e Solimões. É uma das cidades brasileiras mais conhecidas mundialmente, principalmente pelo seu potencial turístico e pelo ecoturismo, o que faz do município o décimo maior destino de turistas no Brasil. Destaca-se pelo seu patrimônio arquitetônico e cultural, com numerosos templos, palácios, museus, teatros, bibliotecas e universidades.

 

É a cidade mais populosa do Amazonas e da Amazônia, com uma população de 2.020.301habitantes, de acordo com estimativas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2014, sendo também a sétima mais populosa do Brasil e a 131ª mais populosa do mundo. A cidade aumentou gradativamente a sua participação no Produto interno bruto (PIB) brasileiro nos últimos anos, passando a responder por 1,4% da economia do país. No ranking da revista América Economia, Manaus aparece como uma das 20 melhores cidades no ramo de negócios da América Latina, ficando à frente de capitais de países latinos como San Salvador, Caracas e La Paz.

 

Sexta cidade mais rica do Brasil, a cidade possui a maior região metropolitana do norte do país e a décima do Brasil. Em 2008, o World Cities Study Group and Network (GaWC), do Reino Unido, incluiu o nome da cidade em uma lista de cidades classificadas por sua economia, cultura, acontecimentos políticos e patrimônios históricos.

 

Manaus possui o sexto maior Produto Interno Bruto (PIB) entre as capitais brasileiras, segundo levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apresentados nesta quinta-feira (11). Com participação de 1,1% no Produto Interno, a capital amazonense aparece atrás de capitais como São Paulo (1°), Rio de Janeiro (2°), Brasília (3°), Curitiba (4º) e Belo Horizonte (5°). Juntas, as seis capitais são responsáveis por 25% de toda a geração de renda do País.

 

Dados da pesquisa do IBGE, feita em 2014, mostram que Manaus gera 77,7% do PIB do Amazonas, sendo o Estado que mais depende de sua capital. Manaus também é a segunda capital com maior concentração de renda per capita do País, perdendo apenas para Brasília.

 

Na verdade, pode-se dizer que o PIB de Manaus é extremamente saudável em comparação a de outros municípios. O problema é a partilha dessa soma de riqueza gerada, que impede uma distribuição mais equitativa junto à população, o que resulta nas atuais condições de moradia, saúde e educação, transporte, alimentação e emprego, consideradas apenas razoáveis.

 

Enquanto isso, muitos e muitos são abandonados, esquecidos e desprezados, eles vivem em favelas, bairros sem infraestrutura básica, dormem nas calçadas e praças públicas como se nada mais restasse para eles.

 

Nas ‘casas’, convivem com a miséria gritante, nas calçadas, eles dormem sobre pedaços de papelão, convivem dia e noite com o lixo, de onde tiram o alimento para sobreviver, disputam espaços com ratos e baratas, enfrentam nuvens de mosquitos e toda sorte de vicissitudes.

 

Os excluídos perderam a voz, Já não podem mais gritar. Eles são maioria na cidade que detém o titulo de sexto PIB do Brasil.

 

‘Até quando esperar, até me ajoelhar esperando a ajuda do Divino Deus’ (Plebe Rude).

 

O autor é Bacharel em Ciências Econômicas, Escrivão de Policia Civil, Presidente da AEPOL e Vice-presidente eleito do SINPOL-AM.

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