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Brasil pode ter caminho apenas contra campeões do mundo até a final

Brasil pode ter caminho apenas contra campeões do mundo até a final

Se a primeira fase - com Croácia, México e Camarões no Grupo A - não reserva grande temor para a Seleção, o caminho até uma possível final da Copa do Mundo pode ser bastante complicado. Em simulação de confrontos, o Brasil pode ter apenas campeões mundiais como rivais até o dia 13 de julho, no Maracanã.

 

Brasil pode ter caminho apenas contra campeões do mundo até a final


caminho do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo 2014 já está definido. No dia 12 de junho estreia contra a Croácia, na Arena Corinthians. Depois viaja para Fortaleza e, no dia 17, encara o México, na Arena Castelão. Encerra os confrontos pelo Grupo A em Brasília, no estádio Mané Garrincha, em duelo contra a Camarões no dia 23. Logo após o Sorteio Final da Copa do Mundo 2014, os comentaristas PC Vasconcellos e Maurício Noriega fizeram uma análise de cada um dos adversários brasileiros.


Croácia

 



"É uma equipe que, contrariando a tradição das seleções que foram originadas do desmembramento da antiga Iuguslávia, é mais defensiva. Os jogadores dessa região do mundo são muito conhecidos pela técnica apurada. É uma seleção que joga com o perfil defensivo, mas tem jogadores talentosos. O Modric é o principal deles. E o Mandzukic é um dos destaques entre os atacantes europeus nas últimas temporadas. Muito rápido, definidor, de um posicionamento corretíssimo dentro da área. Ele tem muito talento para isso. Ele resolve rápido, um definidor", afirmou Maurício Noriega.

 

Camarões

 



"As seleções africanas, quando surgiram no cenário mundial, deram a impressão que seguiriam um caminho. Mas não houve a evolução que eu esperava. É uma seleção fisicamente muito forte, mas tem um momento em que o jogo bruto se sobrepõe ao jogo técnico. Tem o Eto'o, um atacante excepcional, mas o técnico é um alemão. Não sei se os europeus conseguem entender que o jogo africano precisa ser um pouco mais leve", disse Paulo Cesar Vasconcellos.

"A grande mudança tática foi a mudança do posicionamento do Eto'o. Ele era o último atacante, o centroavante, o responsável pelos gols. Hoje, ele não é mais nenhum garoto, foi recuado e isso deu bom resultado. O Eto'o tem o perfil de estrela. São seleções com jogadores que migram para a Europa", declarou Maurício Noriega.



México

 

 

 



"O estilo de jogo do México parece não se encaixar com o estilo brasileiro. O time mexicano tem muita posse de bola e muito toque de bola. Isso complica muito para o Brasil. A classificação do México foi difícil, até certo ponto improvável. Agora classificada e pacificada, porque houve muitos problemas entre jogadores e comissões técnicas que assumiram o México, é uma seleção para se prestar atenção porque tem bons jogadores. Chicharito, Giovani dos Santos, Guardado. São nomes bastante conhecidos até do público brasileiro. Não acho legal ter o México como adversário. Não gosto", afirmou Noriega.

"Acho que o Miguel Herrera quis dá um susto quando ele pegou o América do México para ser a base. A água da classificação do México já tinha passado da cabeça, o time já estava no fundo do poço. O técnico buscou no América do México uma base de seleção que era um recurso muito comum nos anos 60, anos 70. No Brasil, por exemplo, pegava o Santos, o Botafogo, às vezes o Palmeiras, e fazia isso. Ele quis dar um susto nos medalhões. É claro que para uma Copa do Mundo não dá para ficar sem esses medalhões. Talvez eles voltem para a seleção com outra postura. Vem outro México por aí. Um time que ficou assustado com a possibilidade de ficar fora de uma Copa do Mundo e que vai chegar aqui no Brasil muito mais renovado. Porque esses jogadores como Chicharito, Peralta, Uchoa, não têm certeza se vão ser titulares ou não", disse PC Vasconcellos.


Caso termine a primeira fase na liderança do Grupo A, já nas oitavas de final o time de Luis Felipe Scolari pode ter desafio contra a Espanha, última campeã mundial, em 2010. Isso acontecerá no caso dos espanhóis terminarem em segundo lugar do Grupo B, que também conta com Holanda, Chile e Austrália. Vale lembrar, porém, que o Brasil bateu a equipe espanhola na decisão da Copa das Confederações deste ano no Maracanã.

Em seguida, nas quartas de final, terá pela frente uma equipe do Grupo C ou D. Neste caso, um possível embate é com a Itália, rival da Seleção na final da Copa de 1994. Para isso, basta que os italianos passem em segundo lugar na fase de grupos - terá Uruguai, Inglaterra e Costa Rica como adversários - e, depois, supere o primeiro lugar do Grupo C, que conta com Colômbia, Grécia, Costa do Marfim e Japão. A Azurra já venceu quatro mundiais, em 1934, 1938, 1982.

Seguindo este caminho, o Brasil pode ter na semifinal outra seleção tradicional. A França, campeã exatamente contra os brasileiros em 1998, e que em 2006 foi carrasca nas quartas de final, é uma possibilidade. Outra é a Alemanha, tricampeã do mundo (1954, 1974 e 1990). O cenário é simples: basta que ambos se classifiquem em primeiro lugar de seus grupos e avancem até as quartas de final.

Na decisão, a Seleção pode ter Inglaterra ou Argentina pela frente na final, imaginando que esses dois times passem em primeiro lugar em seus grupos. Os ingleses foram campeões em 1966, enquanto os hermanos venceram as Copas de 1978 e 1986, e contam com Messi, melhor jogador do mundo na atualidade. Outra seleção igualmente tradicional que poderia chegar até a decisão com o Brasil é o Uruguai, campeão em 1930 e em 1950, último mundial realizado em nosso país, justamente em decisão contra os brasileiros no Maracanã. Para isso, os uruguaios teriam que passar em primeiro lugar do Grupo D em vez da Inglaterra.

 

 

 

Fonte:globoesporte.com 

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