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Empresa de administração de presídio critica falta de policiamento após fuga

Empresa de administração de presídio critica falta de policiamento após fuga

 Alvo de críticas da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB-AM) após a fuga de 39 presos do Centro de Detenção Provisório de Manaus (CDPM), na madrugada de segunda-feira (2), a empresa Umanizzare, responsável pelo setor administrativo da unidade, criticou a superlotação do presídio. Em nota divulgada nesta terça-feira (3), a empresa citou que o local possui capacidade para 568 detentos, mas, atualmente, conta com aproximadamente 1.500 presos.

 

"A superlotação é uma realidade, entendemos a necessidade do Estado de abrigar esses presos, mas ultrapassar o limite de detentos em quase 3 vezes a capacidade da unidade, realmente aumenta potencialmente os riscos. Temos cumprido nosso papel, muitas vezes realizando serviços além dos contratados junto ao Estado do Amazonas", informa a nota da empresa.

 

Mesmo afirmando já ter evitado fugas sem a utilização de armas letais ou não-letais e ajudado a descobrir outros cinco túneis, a Umanizzare ressalta que a segurança do presídio não compete à empresa e sim ao Estado. "Deve ser informado que a responsabilidade de guarda externa (alto da muralha e adjacências) é exclusiva do estado do Amazonas. Quanto ao ocorrido, caso houvesse contingente de policiais militares suficiente, nas guaritas da muralha, a presente situação certamente teria sido evitada", informa a nota.

 

A Umanizzare informa, ainda conforme a nota, que o valor recebido por cada preso é aplicado na manutenção da unidade como, por exemplo, estrutura física, pessoal, manutenção, energia, água, alimentação, remédios, atendimento médico, entre outros. "Numa estrutura feita para abrigar 568 presos e que recebe 1500, a deterioração do espaço e o volume de gastos com insumos, energia, água, e etc... triplicam na mesma proporção. A responsabilidade por estruturas em todas as unidades prisionais é exclusiva do Estado do Amazonas; como no caso da insuficiência de postes de iluminação", afirma a nota.

 

Críticas da OAB

 

Em coletiva na tarde desta terça-feira, o presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da OAB/AM, Epitácio Almeida, criticou diretamente a atuação da empresa Umanizzare no CDPM. "A empresa (Umanizzare) recebe, R$ 3,6 mil por cada preso e recebe, em contrato anual, R$ 31 milhões de reais. Isso é uma fábrica de dinheiro e a prestação de serviço é inadequada”.

 

A negligência da empresa, ainda segundo Epitácio, contribuiu para a fuga dos 39 presos. “É notório que houve negligência ou uma compactuação, clara, por parte dos agentes penitenciários. Lá vimos barro na porta da cela. Se tivesse passado alguém no corredor, facilmente veria a quantidade de barro que estava lá. Não há por parte da empresa o cumprimento do contrato e o serviço que está sendo prestado por ela é inadequado”, comentou o presidente.

 

A fuga

Detentos do Centro de Detenção Provisório Masculino (CDPM), localizado no Km 8 da BR-174, conseguiram escapar da cadeia, na madrugada de segunda-feira (2), por um túnel. Ao todo, 39 presos conseguiram fugir e ainda estão foragidos. Entre os fugitivos estão nove presos de alta periculosidade por crimes como tráfico de drogas e latrocínio.

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FONTE: Redação / portal@d24am.com

 

 

 

 

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