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Nem sempre se pode ser deus: Artigo por Fredson Bernardo

Nem sempre se pode ser deus: Artigo por Fredson Bernardo

 Na primeira semana de dezembro, o mês do natal, da confraternização universal, da celebração da paz entre os povos, das luzes e do fazer o bem, um senhor iluminado, um alguém que se julga acima do bem e do mal, usou de todo o seu poder de insanidade e arrogância para cometer atos que lembram a história de Dom Sebastião, o imperador louco que se dizia deus na terra.

 

Não bastasse o novembro azul marcado pelo episódio de um Juiz sem juízo processar e ameaçar uma agente de transito no Rio de Janeiro pelo fato de a mesma não reconhecê-lo como entidade divina, veio agora o reincidente Baldochi, talvez um membro indireto da família dona do Maranhão e comete mais um ato insano e absurdo para a sua coleção de troféus pecaminosos e toma conta dos noticiários ao mostrar que tem PODRES PODERES. 

 

Após perder o horário de embarque de um vôo com destino a Rio Preto (SP), o juiz Marcelo Baldochi, titular da 4ª Vara Cível de Imperatriz, no Maranhão, deu voz de prisão a dois atendentes da TAM. O caso aconteceu no sábado dia 06 do corrente.

 

 O magistrado chegou ao aeroporto Renato Moreira atrasado, mas insistiu em embarcar. Após ser impedido pelos atendentes da companhia, acionou a Polícia Militar, que levou todos para a delegacia da cidade. Baldochi, no entanto, não apareceu para registrar a ocorrência e eles foram liberados. 

 

A TAM informou, em nota, que seguiu todos os procedimentos regidos pela legislação do setor. De acordo com o guia do passageiro produzido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), o cliente deve se apresentar para o check-in no horário estipulado pela companhia, obedecendo, na maioria das vezes, o prazo de pelo menos uma hora de antecedência.

 

Essa não é a primeira polêmica envolvendo o juiz Marcelo Baldochi. Em 2009, ele foi denunciado por manter 25 pessoas em situação de trabalho escravo na Fazenda Pôr do Sol, na cidade de Bom Jardim, interior do Estado. Os empregados foram encontrados sem quaisquer condições de segurança ou higiene, além de ter sido comprovado que eles precisavam pagar pelo próprio material de trabalho, assumindo dívidas ilegais com o patrão.  

 

No grupo, havia um adolescente de 15 anos que nunca teria ido para a escola. Em 2003, o magistrado estampou mais uma vez o noticiário, ao ser vítima de espancamento, após briga com um guardador de carros.

 Vemos enfim a esperança surgir de que a lei seja igual perante todos.

  

'Enquanto uns homens exercem seus podres poderes, morrer e matar de fome, de raiva e de sede, são tantas vezes gestos naturais'. (Caetano Veloso)

 

 O autor é Economista, Investigador da PC-AM e Diretor de Finanças do SINPOL-AM

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