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O descaso continua. Calamidade perigo e sofrimento na Delegacia de Rio Preto da Eva.

O descaso continua. Calamidade perigo e sofrimento na Delegacia de Rio Preto da Eva.

 O SINPOL-AM vem intensificando a luta contra as superlotações em delegacias e a falta de infraestrutura adequadas para o trabalho. Recentemen te a diretoria esteve visitando delegacias de Manaus e constatando as condições precárias dos prédios, além das escalas maçantes a que são submetidos Escrivães e Investigadores.

 

Este ano a diretoria percorreu alguns municípios do interior onde pode constatar a insegurança tantos das instalações quanto do pessoal de serviço e até de detentos que não deveriam estar nas celas das delegacias, uma vez que isso é proibido pela legislação em vigor. O Ministério Público e a SEJUS já foram visitados e alertados sobre os inúmeros casos irregulares, mas, até o momento, pouco se fez, sendo o caso da transferência de presos de Iranduba um bom resultado, mas, insuficiente diante da magnitude do caso e a necessidade urgente de providencias, quais, o SINPOL-AM vem cobrando das autoridades competentes.

 

O Delegado titular do 36º Distrito Integrado de Polícia (DIP), Normando da Rocha Barbosa, já fez apelos através de ofícios enviados à promotora de Justiça e ao juiz de Direito da Comarca de Rio Preto da Eva, mas nem assim, conseguiu resolver o problema da superlotação com mais de 30 presos confinados e que ficam literalmente espremidos, nas duas únicas celas da unidade policial daquele município.

 

Cada cela mede 3 X 4 metros e como disse o delegado em um dos seus ofícios, o ambiente dentro dos xadrezes é totalmente insalubre, não possuem as mínimas condições sanitárias e físicas para manter encarceradas tantas pessoas e pior ainda, por tempo indeterminado, uma vez que já são presos de Justiça, depois de serem encerrados os procedimentos policiais que resultou em flagrantes delitos em alguns casos e nos demais, foram mandados de prisão rigorosamente cumpridos como determina a lei.

 

 

 

 

O prédio onde funciona a delegacia de Polícia Civil do município já é considerado pelos policiais e a própria população de Rio Preto da Eva,  como um pequeno cubículo e para se ter uma idéia, a recepção e atendimento ao público são feitos no pátio da frente, onde se colocou uma mesa, um computador para registros dos Boletins de Ocorrências, uma televisão em outra mesa bastante da delegacia desgastada pelo tempo e alguns bancos de madeira, formam a precária permanência, alem das pequenas celas que deveriam comprtar no máximo cinco elementos, hoje tem 26.

 

Maioria dos presos é alta periculosidade

As celas estão lotadas e a maioria dos presos são de alta periculosidade, com envolvimentos em tráfico de drogas e outros delitos. O preso Neuber Nunes do Nascimento, 36 anos, preso por lesão corporal, embriaguês ao volante e que apesar de não possuir Carteira Nacional de Habilitação, envolveu-se em um acidente de trânsito em que morreram duas pessoas no dia 16 de março deste ano, quase foi morto por espancamento numa das celas, por isso fica o dia inteiro algemado e sentado em um banco colocado no corredor da delegacia. Ainda por cima ele sofre de surtos mentais e toma remédios controlados, o que também já foi levado ao conhecimento da promotoria e do juiz da Comarca, mas até agora Nauber, continua no mesmo lugar.

 

 

 

A situação se agrava ainda mais porque uma sala ao lado da ‘recepção’ da delegacia foi improvisada para confinar somente mulheres que também são presas de Justiça e praticaram crimes de tráfico de drogas.

 

 Administração Por um SINPOL Forte

Presidente Moacir Maia

Assessoria de Comunicação e Imprensa

Almir Cardoso e Silvio Caldas

 

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