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Paralisação da PC-AM chega ao 6. DIP e SINPOL-AM vai intensificar ações

Paralisação da PC-AM chega ao 6. DIP e SINPOL-AM vai intensificar ações

 Após decidirem em reunião da categoria o indicativo de greve, paralisações de advertência e Operação Cumpra-se a Lei, o SINPOL-AM , acompanhado do SINDEPOL, ADEPOL e outras entidades, promoveram a paralisação dos serviços no 6 Distrito Integrado de Policia, no bairro da Cidade Nova.

 

A paralisação do 6. DIP é a segunda. Depois de paralisar o 1. DIP na sexta-feira (6) em advertência a sociedade e ao governo sobre a falta de seriedade com que o Governo do Estado vem tratando as questões de manutenção e continuidade nos serviços prestados pela Policia Civil, uma vez que o Governador insiste em dizer que não vai pagar a terceira parcela do escalonamento acertada para este mês de janeiro.

 

De acordo com o presidente do Sindicato dos Policiais do Amazonas (SINPOL-AM), Moacir Maia, as paralisações pontuais devem continuar até o dia 18 deste mês, quando, em Assembleia Geral, a categoria decidirá se fará uma paralisação geral por tempo indeterminado. Moacir afirma que o objetivo da mobilização é chamar a atenção da sociedade e das autoridades para os problemas que a Polícia Civil encara atualmente. "Em 2016, vários benefícios nossos foram cortados, entre eles o vale alimentação, mas continuamos trabalhando normalmente, com objetivo de preservar justamente o escalonamento. Aí chegamos em janeiro e o governador simplesmente avisa que não vai pagar. Isso é só a ponta do iceberg e nos vimos obrigados a tomar uma atitude". Salientou Maia.

 

O escalonamento reivindicado pelos servidores diz respeito a um aumento concedido aos funcionários em 2014, que deveria ser pago em quatro parcelas. Na prática, sempre no mês de janeiro, os servidores recebem uma porcentagem do aumento acordado para cada um, com início em 2015 e término em 2018. Os benefícios de 2015 e 2016 foram pagos, mas o de 2017 sequer entrou na Lei Orçamentária Anual (LOA), o que causou buscas intensas e articulação junto aos parlamentares estaduais para que uma emenda a LOA votada e aprovada depois de vários estudos que apontavam a possibilidade de se fazer o pagamento do escalonamento na data prevista.

 

Moacir informa ainda que no caso específico dos DIP’s que estejam sendo paralisados, eventuais casos de flagrante serão encaminhados à outra delegacia. "Estamos recebendo o apoio dos delegados, que também estão em situação difícil, e se prontificaram a nos ajudar nessa questão de encaminhamento de flagrantes, além do mais, fica expresso aqui o protesto de toda a categoria e como eco da sociedade que ora gritamos contra a falta de pagamentos dos nossos direitos e de outras categorias que prestam serviços à sociedade e não temos recebido, ao contrário das famílias de infratores que o governo acena com imediata indenização com altos valores. Para nós não pode por causa da Lei de Responsabilidade Fiscal, para os que fazem mal à sociedade não tem Lei que impeça. São valores invertidos", concluiu.

 

As paralisações prosseguirão nos outros DIP’s e Centrais de Flagrantes até a decisão final da Assembleia Geral e a Operação Cumpra-se a Lei estará sendo aplicada em todas as delegacias da capital e interior. Afinal, somos todos Policiais Civis e vamos juntos tomar o que é nosso e acabar com a farra de transformar delegacias em presídios e policiais em carcereiros. Vamos à luta Policial Civil.

 

 

 

 

Administração: Unidos Para Avançar

Presidente: Moacir Maia

Assessor de Comunicação: Jornalista Silvio Rodrigues. MTE-AM 416

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