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Policiais civis da Delegacia do Rio Preto da Eva trabalham em condições precárias. Diretores do SINPOL-AM foram ao local e constataram o estado de abandono.

Policiais civis da Delegacia do Rio Preto da Eva trabalham em condições precárias. Diretores do SINPOL-AM foram ao local e constataram o estado de abandono.
 

Em abril deste ano foi solicitada uma visita do presidente Moacir Maia de Freitas e de diretores do Sinpol-Am, na Delegacia da Polícia Civil no Rio Preto da Eva, para ver de perto a situação de calamidade na estrutura do prédio, a pouca quantidade de policiais nos plantões e no expediente. Mais absurdo ainda foi que a diretoria do Sindicato constatou na ocasião o perigo que todos eles enfrentavam diariamente, devido à superlotação das celas com a grande quantidade de presos de Justiça, autores de crimes hediondos e por isso, considerados de altíssima periculosidade dentro do município.
 
 
Nova visita nesta quarta-feira
 
Nesta quarta-feira (16.07), o presidente Moacir Maia, acompanhado do Secretário Geral, Renato Bessa e do Diretor de Finanças Fredson Bernardo, o investigador Julio Laborda e o jornalista Almir Cardoso que coordena a Assessoria de Imprensa do Sindicato, voltaram à Delegacia do Rio Preto da Eva. Para descontentamento de todos, a situação de perigo e péssimas condições de trabalho, vivida pelos policiais  lotados naquela unidade da Polícia Civil,  continua praticamente a mesma, segundo ficou constatado, mudando tão somente nos últimos três meses, a presença de três agentes penitenciários enviados pela SEJUS.
 
 
Delegacia fica todo dia na escuridão
 
Como se não bastasse tantos problemas, os policiais ouvidos pelos diretores do Sindicato, disseram ainda que a dificuldade é bem maior porque falta luz várias vezes ao dia, a sala de conforto da delegacia está bastante deteriorada e falta uma viatura com tração  para ações dentro dos ramais do município. Quanto à superlotação, segundo esclareceu um dos policiais, as poucas celas atualmente estão com 23 presos de Justiça e como não tem um xadrez específico para mulheres, foi improvisada uma sala ao lado da recepção, onde foram adaptadas grades na janela para confinar as detentas, todas autuadas por tráfico de drogas. 
 
Situação precária e de muito perigo
 
A Delegacia do Rio Preto da Eva ainda por cima não tem uma recepção com portas de vidro e não é climatizada, como deveria seguindo os padrões das atuais delegacias existentes em Manaus, depois que todas elas passaram por profundas reformas e algumas delas foram até reconstruídas pelo Governo do Estado.
 
 
Na frente da delegacia, apesar da grande quantidade de presos de Justiça, não tem sequer um muro e na parte de trás o muro que tem só tem no máximo um metro de altura. Tudo isso expõe Delegados, Investigadores, Escrivães, Agentes Penitenciários e Motoristas ao mais completo perigo, em caso de uma rebelião ou tentativa de resgate de presos.
 
SINPOL-AM vai cobrar providências
 
Os Diretores do SINPOL-AM viram de perto que realmente a Delegacia de Polícia Civil do Rio Preto da Eva não tem as mínimas condições de continuar atendendo a população e não oferece condições para a atividade policial. Os diretores voltaram para Manaus onde pretendem nos próximos dias, encaminhar ofícios à Secretaria de Segurança Pública, Delegacia Geral e Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos e se for o caso à Casa Civil do Governo do Estado informando a situação precária e cobrando imediatas providências por parte das autoridades competentes, disse o presidente do SINPOL-AM, Moacir Maia.
 
Administração – Por um SINPOL Forte
Presidente – Moacir Maia
Assessoria de Imprensa:
Almir Cardoso / Silvio Caldas

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