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SINPOL-AM paralisa Policia Civil nesta sexta-feira em Ato Nacional

SINPOL-AM paralisa Policia Civil nesta sexta-feira em Ato Nacional

 Líderes sindicais dos Policiais Civis, bancários, professores, motoristas de ônibus de passageiros, serviços públicos federais, estaduais e municipais, da indústria e porto de Manaus anunciam que irão suspender as atividades na sexta-feira, 28, no Dia de Greve Geral. A mobilização é em protesto às mudanças na Lei da Terceirização e contra as reformas da Previdenciária e Trabalhista do governo de Michel Temer. O movimento nacional contará também conta a adesão dos petroleiros, trabalhadores da construção civil e estivadores. Em Manaus, a manifestação começará às 8:00 na frente da Delegacia Geral de Policia Civil, promovida pelo SINPOL-AM . As 15h será na Praça do Congresso, no Centro, com passeata até a Avenida 7 de Setembro.

 

Motoristas e cobradores das empresas de ônibus da cidade irão participar do movimento, segundo o presidente do STTRM (Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus) Givancir Oliveira.  Categoria tem 8 mil trabalhadores. No total, a população usuária do transporte coletivo de Manaus é hoje de 800 mil pessoas, em média, por dia.

 

Os 85,7 mil trabalhadores do PIM (Polo Industrial de Manaus) também foram convocados a participar da paralisação desde a primeira hora do dia 28.

 

As pouco mais de 200 agências bancárias do Amazonas também irão paralisar as atividades na próxima sexta e funcionarão apenas com autoatendimento dos clientes, segundo o presidente do Sindicato dos Bancários, Rômulo Leite.

 

O setor de educação confirmou a participação na manifestação. Os cerca de 40 mil trabalhadores (professores, pedagogos e servidores administrativos) no Estado e no município foram convocados, segundo o presidente do Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas), Marcus Libório de Lima. Além das pautas nacionais, os trabalhadores de Educação irão protestar contra a falta de reposição salarial para a categoria há 3 anos no município e a Reforma do Ensino Médio. “Essas reformas atacam diretamente os trabalhadores, estamos prestes a perder nossos direitos conquistados com muita luta”, afirmou Libório.

 

Os professores da UFAM (Universidade Federal do Amazonas) também irão cruzar os braços no dia 28. “A expectativa é que toda a UFAM pare, na sede e nas unidades fora da sede. Devemos levar algumas centenas de professores, além de estudantes e técnico-administrativos, que também estão se mobilizando”, informou o segundo vice-presidente da Adua (Associação dos Docentes da UFAM), Welton Oda, acrescentando que o motivo da adesão da categoria está relacionado sobretudo à Reforma da Previdência. “Discordamos dessa reforma porque, na prática, ela desmonta a Previdência Pública”, disse Oda.

 

Além dessas categorias também confirmaram a participação no ato os SIFAM (Sindicato dos Fazendários do Amazonas). “Vamos aderir em massa, somos totalmente contra as reformas da previdência e trabalhista”, disse o presidente da entidade, Emerson Queirós. O Sindsep/AM (Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Amazonas) também apoia a Greve Geral. “O setor público está duramente atacado com o corte orçamentário, a PEC do Teto limita toda a possibilidade de concurso público, por isso estamos dizendo para todo servidor público: dia 28 não vá para o órgão, vá para a Greve Geral”, afirmou o secretário do sindicato, Walter Matos.

 

A Polícia Civil será a primeira instituição a fazer a paralização nesta sexta-feira e dependendo dos resultados dos manifestos e paralisações em todo o país, o SINPOL-AM deve convocar a categoria para discutir ações mais enérgicas segundo afirmou o Presidente Moacir Maia. “Nossos trabalhadores de todas as categorias e os que estão fora do mercado de trabalho, estamos ameaçados por esse desgoverno abusivo do senhor Temer, ou temeroso. Não vamos ficar inertes diante de tanta maldade que se vem cometendo contra o povo brasileiro, em particular do Amazonas e os trabalhadores da Policia Civil que vem sendo lesados pelo governo do Estado com a falta de seriedade e compromisso com a categoria diante do não pagamento dos reajustes e reposições asseguradas e garantidas em lei. Vamos parar em advertência e se preciso vamos engrossar a voz para sermos respeitados pela imposição, já que via diplomática não tem sido respeitada.” Salientou Maia.

 

O SINPOL-AM reitera a convocação aos Policiais Civis e familiares a se fazerem presentes nos atos de amanhã para que mostrando força, nos livremos do mal.

 

AMAZONAS                     

Professores universitários                         

Petroleiro                          

Rodoviários                      

Bancários (bancos públicos)                      

Vigilantes                          

Polícia Civil                        

Construção civil

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