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TRINTA E SETE PRESOS EM DUAS CELAS

TRINTA E SETE PRESOS EM DUAS CELAS

  Presidente do Sinpol-Am foi ver de perto a superlotação

na Delegacia do Iranduba
 
 
O presidente do Sinpol-Am, Moacir Maia  viajou ao municipio  de Iranduba na manhã desta segunda-feira 14/04 para ver de perto o grave problema de superlotação do 31º Distrito Integrado de Polícia, localizado na Avenida Amazonas naquele município distante 27 km de Manaus.
 
 
A delegacia tem apenas duas celas com capacidade para oito presos, mas, a realidade vista pelo presidente do Sinpol é bem diferente porque atualmente estão confinadas na carceragem um total de 37 pessoas, sendo que a maioria dos presos são acusados de tráfico de drogas, homicídio, estupro, roubos e furtos, entre outros crimes.
 
O delegado titular da delegacia de Iranduba, Elcy Barroso, disse que já fez apelo e pediu solução do problema, à Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejus), à Vara de Execuções Penais e ao próprio magistrado que atua na Comarca do município, mas até hoje, não recebeu nenhuma resposta positiva e o que é pior de tudo, salienta o delegado titular, a situação só se complica ainda mais, com mais prisões acontecendo e as celas ficando cada dia mais lotadas.
 
ATÉ CORREDOR JÁ ESTÁ VIRANDO CARCERAGEM
 
Sem ter mais onde botar preso o delegado e os investigadores, acabam obrigados muitas vezes a manter presos no corredor da carceragem ou até mesmo nos corredores de outras dependências da delegacia, onde foi colocada uma barra de ferro chumbada na parede, onde é colocado um lado da algema e o outro lado no braço da pessoa detida.
 
O delegado mandou abrir a carceragem para o presidente do Sinpol ver de perto e conhecer o tamanho do problema que a Delegacia do município de Iranduba, atravessa com perto de 40 presos amontoados uns por cima dos outros nas duas únicas e pequenas celas.
 
 
Moacir Maia foi ao Iranduba acompanhado do diretor financeiro do Sindicato, Fredson Bernardo, que também considerou um verdadeiro absurdo, o excessivo número de presos, que apesar de estarem ali porque cometeram algum tipo de ato criminoso, estão confinados ali, em condições deploráveis e quase que subumanas, disse ele.
 
Os policiais que estavam de plantão, assim como o delegado, disseram que eles mesmos trabalham em clima de perigo constante, com tantos presos, e muitos deles perigosos, amontoados nos xadrezes daquela delegacia de Iranduba.
 
“A qualquer hora dessas vai acabar acontecendo uma rebelião aqui e o pior de tudo é que os familiares dos presos, vendo tal situação, também se revoltam, xingam a gente, como se tivessemos culpa dessa superlotação”, afirmou um investigador que preferiu não se identificar.
 
 
MOACIR MAIA COBRA SOLUÇÃO DO PROBLEMA
 
Vou voltar para Manaus e primeiramente vamos enviar um ofício à Sejus e procurar a cúpula maior da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança, para que juntem forças com a gente, para ver de que maneira se pode resolver esse problema, pois do jeito que está não pode ficar de maneira alguma.
 
 
Temos que cobrar providências antes alguma coisa, bem pior do que já está, venha a acontecer. Outro dia, um bando armado tentou invadir a delegacia do Iranduba para resgatar presos perigosos envolvidos com tráfico e através desse episódio, dá pra se ter uma ideia de como essa superlotação de presos na delegacia do Iranduba é gravíssima. Isso isso deixa o delegado e toda sua equipe trabalhando diariamente em clima de perigo e sobressaltados”, disse o presidente do Sinpol-Am, Moacir Maia.
 
Almir Cardoso
(Assessoria de Imprensa do Sinpol-Am)
 
CONTATO - 91919338
 

 

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